Fotomontagem e Fotopintura
O presente texto tem por objetivo descrever o
que se pode entender da fotomontagem e foto pintura, que faz parte do conteúdo
dos estudos das artes e que mesmo que esteja e esteve muito presente no mundo
da arte, ainda é uma arte desconhecida por muitas pessoas. E hoje com as novas
tecnologias o que fica mais evidente são as fotomontagens. Por outro lado a
fotopintura exige um pouco mais dos artistas. Mas, a foto pintura marcou uma
grande parte da historia das famílias brasileiras, pois, em muitas casas familiares
ainda se encontra muitas fotopinturas e para os que têm, guardam como um bem
muito precioso e que muitas vezes passam despercebidos pelos olhos comuns, mas,
para os amantes da arte, tornam-se grandes relíquias e de grande preciosidade
histórica da arte. Portanto, através deste pequeno texto vamos conhecer um
pouco mais sobre essas duas artes em questão.
Ao procurar, pesquisar sobre a fotomontagem
deve se levar em conta a modernidade quando intelectuais e artistas estavam
pensando sobre a fotografia e porque não dizer também sobre a fotomontagem.
Tudo isso influenciado pelas novas tecnologias que traziam novas
possibilidades, e é valorado ao olhar dos artistas modernistas que estavam
refletindo sobre a história da fotografia.
Na era modernista o que predominava no Brasil
foi o nacionalismo que esta criando pequenas raízes, mas ainda muito tímidos,
pois, precisava do reconhecimento do mundo europeu, pois, como sempre foi, o
Brasil ainda era muito dependente do mundo externo, por isso muito pouco se
expressou o Brasil nas artes visuais. Mas, isso não quer dizer que não havia
obras, inerentes aos artistas brasileiros enraizados na cultura propriamente
brasileira.
Pois, ao se refletir sobre a história da
fotografia no Brasil, não se tem muitas obras que pudessem esclarecer sobre o
assunto, por isso, os que tentaram estudar esse fato, não conseguiram afirmar
se na mesma era moderna havia algum artista que realmente fizesse uso da
fotografia como arte e vida, ou se foi apenas mais um lazer fotográfico de
alguns. Pois, muitos poucos se interessavam em retratara a vida do homem
brasileiro como tal, pois, antes da era moderna e até o passado distante, ou
seja, colonial, se retratava apenas o que o colonialismo queria que fosse
retratado.
E como no Brasil tudo vem muito mais tarde do
que em outros países, poucos brasileiros artistas se embrenham em atividades
que retrate criticamente a realidade Brasileira. Um dos fotográficos e intelectuais que
retratou o Brasil na sua realidade foi Mario de Andrade como consta na citação:
‘’
Sabe-se muito pouco sobre o uso da fotografia por artistas e intelectuais
modernistas. Questão que até hoje pouco interessou aos historiadores e críticos
deste movimento, fica bastante difícil saber se, de fato, houve algum tipo de
produção mais consistente neste campo, ou se o uso da fotografia pelos
protagonistas do modernismo não passou de mera atividade de lazer, sem maiores
consequências no campo de suas preocupações estéticas.
Para a autora, a
parte principal da produção fotográfica do crítico será realizada Até o
momento, ao que parece, a produção fotográfica mais conhecida do grupo modernista,
é aquela produzida pelo escritor e crítico Mário de Andrade, sobretudo durante
suas viagens pelo interior do Brasil.
Segundo Telê Ancona
Lopez, Mário de Andrade começou a fotografar a partir de 1923, ano em que passa
a assinar a revista alemã especializada em fotografia Der Querschnitt (coleção
que vai até 1932).
Por meio dessa
publicação, o crítico se familiariza com os fotógrafos ligados à Nova
Objetividade Alemã, fotógrafos autorais, preocupados não apenas em documentar o
real mas, igualmente, na constituição de uma linguagem fotográfica autônoma,
pautada no corte, no close, na ênfase nos contrastes de preto e branco, etc..
Durante suas viagens
à Amazônia (1927), e ao Nordeste brasileiro (1928). Após essas duas
experiências mais grandiosas - onde produz fotografias de grande interesse,
onde une, com um olhar muito especial, o estético e o documental -, Mário de
Andrade vai aos poucos deixando de lado a sua atividade como fotógrafo, em
1931. Com mais de setecentas unidades, e com elementos, como foi dito, de forte
interesse estético e documental, a produção fotográfica de Mário de Andrade
apenas na última década passou a ser mais sistematicamente estudada e até o
presente aguarda novos aprofundamentos”.
A presente citação comprova o que havíamos dito
anteriormente sobre a fotografia, como arte e também como algo de valor e
documental. Talvez assim se possa entender melhor de como foi o processo
histórico até se chegar ao nosso assunto que é a fotomontagem. Alguns autores
afirmam que a fotomontagem esteja no campo do surrealismo. E assim ela já vai
se firmando como uma verdadeira arte.
A fotomontagem surgiu mais fortemente logo
após a primeira grande guerra, onde o artista simpatizante dessa arte, se
reconhecem como anti-artista, ou seja, em oposição a arte comum daquele
contexto histórico, ou seja, contrario a
pintura a óleo, pois, essa era valorizada naquela época. A fotomontagem e uma
obra que não se entrega totalmente, ou seja, como faz parte do surrealismo, exige
um pouco mais dos que observam as obras fotomontagem, que vai alem do que
realmente se percebe em relance. Desta forma se concluir esse nosso texto com a
seguinte citação:
“...a fotomontagem é um processo
de expressão lírica. As nossas tendências mais recônditas, nossos instintos e
desejos recalcados, nossos ideais, nossa cultura, tudo se revela nas
fotomontagens. E é mesmo natural que seja assim. Dentro de uma centena de
imagens recortadas, que estejam a nossa disposição, dois temperamentos diversos
fatalmente escolherão as imagens que lhes são mais gratas, descobrirão
combinações diferentes, movidos pelas suas verdades e instintos.”
Portanto, a fotomontagem é uma
arte que nasce da criatividade de cada pessoa, ou artista, que tenha por
objetivo retratar algo do momento ou mesmo fazer uma critica a uma realidade
contextual. Pois, toda arte tem um cunho critico por traz, alem de arte por
principio, mas, também é um meio de expressão de libertação de uma pessoa ou um
grupo social, não se prende apenas a arte em si.
E quanto a fotopintura como já foi
mencionado na introdução que algo exige um pouco mais do artista ou do seu
criador. Pois, diferentemente da fotomontagem, que recebe uma ajuda da
tecnologia fotográfica, por outro lado a fotopintura vai receber uma qualidade
exigindo um pouco mais de criatividade e dom de pintar uma obra fotográfica. O
artista de fotomontagem vai dar uma nova roupagem para os seus personagens.
Pois, ele tem como base uma foto pessoal ou familiar. E ele vai dar um retoque
artístico, acrescentando elementos que possam ainda dar um tom mais estético a
sua obra prima.
O artista da fotomontagem ele não
só pinta uma foto em preto em branco, mas, ele vai criar um novo cenário, vai
dar uma nova roupagem para os seus personagens e também acrescentando joias. E
isso é confirmado nas fotomontagens que se encontra em algumas casas do
interior do Brasil, onde pessoas simples são retratadas com brincos, cordões de
ouro e os homens com relógios e etc. Tudo isso faz parte da recriação do
artista da fotopintura.
Esses artistas foram e são
reconhecidos como pintores populares, muito presente no nordeste brasileiro.
Comprovado na citação abaixo:
Os fotopintores foram enquadrados, por décadas, numa categoria
fotográfica chamada de popular. A profissão era bastante presente no nordeste
brasileiro, principalmente, no sertão cearense. Temas de teses acadêmicas e
documentários, esses fotopintores foram desaparecendo por vários motivos.
Principalmente, pelo processo de digitalização da fotografia.
Não querendo ir contra a citação
no que diz respeito que artista fotopintores sumiram do cenário do Brasil, deve
ser dito que não representa uma afirmação total, pois, ainda se encontra nas
praças e feiras populares pessoas que ainda pedem esse tipo de arte das suas
antigas fotos e relíquias familiares. Mesmo, com a tecnologia, se pode dizer
que esses artistas ainda tem um papel importante, mesmo usando da tecnologia,
algumas fotos digitalizadas ainda, precisam do olhar e orientação dos artistas
das fotopinturas, principalmente de paisagens que são recriados. Uma arte nunca
perde seu valor, ele se renova e se atualiza com o tempo.
Agora, os poucos
que restam fazem suas fotopinturas no Photoshop e procuram difundir a profissão
para filhos e aprendizes. Um desses casos é o cearense Júlio dos Santos (1944),
conhecido como Mestre Júlio. O Áureo Studio, seu ateliê em Fortaleza, já teve
muitos funcionários e, hoje, Mestre Júlio tentar perpetuar seu ofício em
oficinas pelo Brasil.
Nos últimos três
anos, a fotopintura ganhou um novo status. O projeto “Fotopintura
Contemporânea” foi exposto em 2010 na mostra “Uncertain Brasil”, no festival
chinês de fotografia Pingyao International Photography. A exposição contava com
retratos de pacientes de um hospital psiquiátrico, feitos pelo fotógrafo
pernambucano Luiz Santos e modificados por Mestre Júlio, que neles apresenta
uma linguagem diferente da habitual, carregada nas sombras e cores fortes.
Essa citação acima vem apenas
comprovar o que já abordamos acima em que as fotomontagem não perderam seu
valor, pois, sempre haverá alguém que se interesse por essa linha
artística. E hoje realmente há muitas
pinturas recriadas, onde os artistas abusam positivamente de cores que tem
embelezados muitos ambientes dos lares do mundo inteiro. E a tecnologia veio
apenas contribuir e com os artistas. E assim propagam a artes dos nossos
artistas. E o artista citado acima possui
um site onde tem exposto varias obras da fotopintura, tudo isso prova que essa
arte continua muito vivo e estar e para se propagar se vale da tecnologia
virtual.
Em
suma se pode dizer que os dois estilos se complementam, e se pode até pensar
que a fotopintura é pai ou mãe da fotomontagem. O primeiro muito depende da
criatividade e conhecimento do artista, e o segundo também precisa da
criatividade do artista, mas, já recebe um grande apoio do meio tecnológico.
Todavia, os dois estilos tem muito a contribuir para uma valorização da criatividade
do próprio artista que retrata o que está escondido no imaginário das pessoas e
por que não dizer da sociedade mais simples aos mais complexos. Todas as
citações que foram feitas, foram tiradas de sites, pois, em obras escrita em
livros não se teve acesso, principalmente se tratando da nossa realidade
amazônica e rionegrina, onde se encontra o nosso polo de Estudo Acadêmico.
Referencias:
-http://www.e-farsas.com/a-primeira-fotomontagem-da-historia.html#ixzz2NfXR8NFr. Acesso em 16/03/2013
Passo
a passo de Fotopintura através de fotos
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Passo a passo de
Fotomontagem demonstrado através de fotos





















